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Violência contra a pessoa idosa: Prefeitura oferta acolhimento, prevenção e cuidado integrado nas unidades de Saúde da capital

Núcleos de Prevenção à Violência estão presentes em todos os serviços de saúde municipais, incluindo as 482 UBSs

A violência contra a pessoa idosa muitas vezes é invisível e silenciosa. Para ampliar a conscientização sobre o tema e fortalecer as ações de prevenção, acolhimento e proteção, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça, neste Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, 15 de junho, a importância da identificação precoce e do acompanhamento integrado realizado na rede municipal de saúde.

Na capital, os casos são acompanhados pelas equipes multiprofissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), dos serviços especializados e pelos Núcleos de Prevenção da Violência (NPVs), que atuam na identificação, acolhimento, notificação e construção do plano de cuidado das vítimas.

Na Unidade de Referência à Saúde do Idoso (Ursi) Jaçanã, por exemplo, o tema atravessa diferentes ações do equipamento, desde o acolhimento até o acompanhamento de idosos e familiares. Segundo a assistente social do NPV da unidade, Hellen Goulard Orlandi, o fortalecimento do vínculo e a escuta qualificada são fundamentais para que o idoso consiga reconhecer e relatar situações de violência.

De acordo com a profissional, muitos casos envolvem violência patrimonial e financeira, quando familiares ou terceiros retêm cartões bancários e utilizam indevidamente aposentadorias ou controlam os recursos do idoso. Também são frequentes situações de violência psicológica, negligência e abandono. “A equipe trabalha o empoderamento do idoso para que ele compreenda que determinadas situações não são normais e que ele tem direito à proteção e ao cuidado. Muitas vezes, essas violências acabam sendo naturalizadas dentro das relações familiares”, afirma.

Na Ursi Jaçanã, o cuidado inclui acolhimento multiprofissional, apoio matricial com a UBS de referência, acompanhamento integrado e orientação às famílias e cuidadores. Nos casos envolvendo pacientes com demência, as equipes também desenvolvem ações voltadas ao cuidado dos cuidadores, com orientações sobre manejo, rede de apoio e prevenção da sobrecarga familiar.

Vigilância e notificação fortalecem proteção
O Núcleo de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (NDANT), área técnica da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), reforça que a notificação dos casos é uma ferramenta essencial para garantir proteção e acesso à rede de cuidado. Segundo dados do NDANT, o município de São Paulo registrou 4.324 notificações de casos violência contra pessoas idosas em 2025.

As notificações permitem fortalecer políticas públicas voltadas à proteção da pessoa idosa. A SMS destaca que os profissionais de saúde têm papel fundamental na identificação dos sinais e no acolhimento humanizado das vítimas.

Mesmo quando a pessoa idosa não deseja formalizar denúncia, os serviços de saúde realizam a notificação e seguem acompanhando o caso, respeitando a autonomia e as decisões do paciente.

Como denunciar
Em situações de suspeita ou confirmação de violência contra a pessoa idosa, familiares, vizinhos e profissionais podem procurar uma UBS, serviços da rede de proteção social ou realizar denúncias pelos canais oficiais:
• Disque 100 – Direitos Humanos
• Delegacias Especializadas em proteção ao idoso de São Paulo
• Polícia Militar – 190

Redação Nova Gazeta

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