A Prefeitura de São Paulo investiu R$ 11,3 bilhões em obras de drenagem e combate às enchentes entre 2021 e 2026, mais que o dobro dos R$ 5,27 bilhões aplicados no período de 2011 a 2020. O volume recorde de recursos marca a estratégia da gestão do prefeito Ricardo Nunes para ampliar a infraestrutura urbana, reduzir os impactos das chuvas intensas e preparar a capital para os efeitos das mudanças climáticas.
Desde 2021, foram concluídas 756 obras relacionadas à drenagem, ao controle de cheias e à redução de riscos. Entre as entregas estão nove reservatórios e outras 220 intervenções, incluindo a recuperação de mais de 62 mil metros de galerias e córregos. Atualmente, outras 60 obras estão em andamento, sendo 45 intervenções em córregos e dez reservatórios, além das ações previstas no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).
Os resultados também aparecem nos indicadores de alagamentos. Entre janeiro e agosto de 2026, as ocorrências de alagamento e inundação caíram 23% em comparação com o mesmo período de 2025, passando de 593 para 457 registros. Já no período chuvoso de 2025 a 2026, o número de vias públicas alagadas diminuiu de 860 para 380, uma redução de aproximadamente 55%.
Na quinta-feira (15), Ricardo Nunes vistoriou as obras do Reservatório Lapenna, em São Miguel Paulista, na Zona Leste. Durante a visita, o prefeito ressaltou a importância das intervenções diante das mudanças climáticas e da concentração de grandes volumes de chuva em curtos intervalos de tempo.
“É um conjunto de obras importantes e fundamentais neste momento vivido não só pela cidade de São Paulo, mas pelo mundo: o das mudanças climáticas, que têm grande impacto nos alagamentos. Isso ocorre porque um volume muito grande de água cai em um intervalo curto de tempo”, afirmou o prefeito.
A ampliação da capacidade de armazenamento de água é uma das principais frentes da política municipal de combate às enchentes. Entre os reservatórios entregues desde 2021 estão as estruturas do Ribeirão Aricanduva, na Penha; do Paciência, nas regiões de Vila Maria e Vila Guilherme; e do Taboão, na região do Aricanduva. Também foram entregues reservatórios e pôlderes em Vila Itaim, Vila Any e Jardim Helena, em São Miguel Paulista, além das estruturas Perus R1, R2 e R3, em Perus.
Outros dez reservatórios estão em obras, incluindo os projetos do Morro do S, no Campo Limpo; do Córrego Antonico, no Butantã; do Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista; do Carumbé, nas regiões da Freguesia do Ó e Brasilândia; e do Mooca II, na Vila Prudente.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), os seis reservatórios entregues considerados no levantamento, somados aos dez em obras, representam um aumento de 27% na capacidade de reservação do sistema municipal de drenagem. O volume passa de 6.929.290 m³ para 8.791.990 m³.
As 16 estruturas também contribuem para reduzir em 1.369.000 m² a área sujeita a alagamentos, extensão equivalente a aproximadamente 192 campos de futebol.
A Prefeitura concluiu, desde 2021, 21 obras de canalização de córregos e construção de galerias. Outras 45 intervenções desse tipo estão em andamento.
As ações incluem ainda 363 obras de contenção de margens de córregos executadas pela SIURB, das quais 109 estão localizadas em áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil. A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) também realizou 85 intervenções em áreas de risco e de controle de cheias.
Novos investimentos – A ampliação das ações de drenagem faz parte de uma política de planejamento climático e orçamentário de longo prazo. São Paulo é a única cidade da América Latina a contar com uma Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA) e instituiu o Orçamento Climático, coordenado pelo CGI-Clima.
O mecanismo prevê R$ 28,8 bilhões para 2026 e integra as metas do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClima SP) ao ciclo orçamentário anual, com monitoramento de ações de mitigação e resiliência até 2050.
Para 2027, a proposta orçamentária enviada à Câmara Municipal em 30 de setembro prevê R$ 2,37 bilhões para obras de drenagem, dentro do Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA). O orçamento municipal também prevê R$ 20,6 bilhões em investimentos, o maior volume da história da cidade.


