São Paulo já começa a preparar o Carnaval de 2027 enquanto os números da última edição ainda impressionam. Faltando mais de quatro meses para a próxima folia, a Prefeitura encerrou o cadastramento dos blocos interessados em desfilar pelas ruas da capital, com 741 grupos inscritos, número superior aos 630 registrados na edição anterior.
A antecipação do planejamento é mais um capítulo de uma trajetória que ganhou força durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes, período em que o Carnaval passou a receber uma estrutura cada vez maior, investimentos expressivos, atrações de projeção nacional e internacional e uma operação integrada para garantir segurança, mobilidade, limpeza, saúde e conforto aos foliões.
Os resultados ajudam a dimensionar a transformação. Em 2026, São Paulo registrou o maior Carnaval de sua história, com 17,3 milhões de foliões considerando os blocos de rua e os desfiles realizados no Sambódromo do Anhembi. A festa movimentou aproximadamente R$ 4 bilhões na economia da cidade e gerou 55 mil empregos diretos e indiretos.
A dimensão alcançada pelo evento coloca o Carnaval como um dos grandes motores da economia criativa, do turismo e da cultura paulistana. O fortalecimento do Carnaval de Rua também pode ser medido pelos recursos destinados à organização da festa.
Em 2025, a Administração Municipal informou investimento superior a R$ 42,5 milhões em infraestrutura e produção do Carnaval de Rua. Naquele ano, a cidade recebeu 767 blocos inscritos e 860 desfiles, distribuídos entre pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval.
A gestão também criou um mecanismo de incentivo direto aos blocos tradicionais. Foram destinados R$ 2,5 milhões para 100 blocos, com repasses de até R$ 25 mil por grupo, como forma de fortalecer manifestações carnavalescas e reconhecer a importância cultural dessas agremiações.
Em 2026, a Prefeitura avançou ainda mais no modelo de parceria com a iniciativa privada. O patrocínio oficial chegou a R$ 29,2 milhões, com aporte adicional de R$ 1 milhão para a operação, totalizando R$ 30,2 milhões. Pela primeira vez, 100% da estrutura do Carnaval de Rua foi custeada pela iniciativa privada, permitindo que o Município concentrasse esforços no planejamento, coordenação e integração dos serviços públicos.
A valorização do Carnaval também passou pela ampliação da programação artística.
Em 2026, mais de 58 mil profissionais atuaram na segurança durante os oito dias oficiais de festa, entre agentes da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e segurança privada. A GCM contou com 6.464 agentes, número 20% superior ao efetivo empregado no ano anterior.
O sistema Smart Sampa também passou a integrar de forma mais intensa a operação, com mais de 40 mil câmeras, incluindo 482 equipamentos destinados aos circuitos dos megablocos.
Na área da saúde, foram contratados 80 postos médicos, com 960 profissionais de prontidão, além de ambulâncias e equipes especializadas. A Prefeitura também ampliou ações de prevenção ao assédio e à discriminação por meio do protocolo Não Se Cale.
A limpeza urbana mobilizou 3,9 mil agentes, apoiados por 585 veículos especializados e 72 equipes de fiscalização. A estrutura contou ainda com pontos de entrega voluntária de recicláveis e ações voltadas à geração de renda para catadores.
É nesse cenário de crescimento que São Paulo já trabalha para o Carnaval 2027.
O cadastramento dos blocos foi antecipado e realizado em duas etapas. A primeira, entre 1º e 15 de setembro, foi destinada aos grupos que participaram do Carnaval de 2026. A segunda, entre 16 e 30 de setembro, recebeu novos blocos, alterações de trajetos e outras solicitações.
A organização do Carnaval 2027 começou ainda em julho, com consulta pública para discutir critérios de seleção e apoio aos blocos. A proposta prevê a escolha de 100 blocos, com incentivo de R$ 25 mil para cada um, totalizando potencialmente R$ 2,5 milhões em apoio.
Em agosto, foi criada a Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua 2027, envolvendo 13 secretarias municipais, além da CET, SPTrans e SPTuris.
O planejamento reúne ainda representantes de blocos, megablocos, associações de moradores, CONSEGs, comércio e demais setores envolvidos na realização da festa.
A estratégia de valorização da festa não se limita ao Carnaval de Rua. Para 2027, a Prefeitura oficializou parceria com a Liga-SP para a realização do projeto “A Cultura do Carnaval 2027”, com investimento global superior a R$ 65,7 milhões para contemplar as 32 escolas de samba associadas à Liga e o Afoxé.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes também prevê apoio à programação da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), ampliando a presença do Carnaval para além dos grandes circuitos e valorizando as manifestações carnavalescas das diferentes regiões da capital.
O crescimento do número de blocos, a ampliação da infraestrutura, o incentivo financeiro às agremiações, a presença de artistas de grande projeção e a atração de milhões de turistas e moradores mostram a dimensão alcançada pela festa.
Em 2025, a expectativa era de 16 milhões de foliões e R$ 3,4 bilhões movimentados na economia. Em 2026, os números foram ainda maiores: 17,3 milhões de pessoas e R$ 4 bilhões de impacto econômico.
O Carnaval de 2027 será realizado em três períodos: Pré-Carnaval, nos dias 30 e 31 de janeiro; Carnaval, de 6 a 9 de fevereiro; e Pós-Carnaval, nos dias 13 e 14 de fevereiro.

