A cidade de São Paulo deu mais um passo na valorização de sua diversidade cultural ao reconhecer oficialmente o circo como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A medida foi consolidada com a sanção da Lei nº 18.499/2026 pelo prefeito Ricardo Nunes, reforçando o compromisso da administração municipal com a preservação das manifestações artísticas que ajudaram a construir a identidade paulistana.
O reconhecimento garante maior visibilidade a uma atividade que atravessa gerações, preservando tradições, saberes e práticas transmitidas ao longo da história por artistas e famílias circenses. A legislação teve origem no Projeto de Lei nº 250/2022, de autoria dos vereadores Sandra Santana, Amanda Vettorazzo, João Jorge, Marcelo Messias e Silvinho Leite.
A iniciativa se soma a uma série de ações desenvolvidas pela gestão municipal para ampliar o apoio ao setor cultural. Entre elas está o fortalecimento do Centro de Memória do Circo, equipamento vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, que desempenha papel fundamental na preservação da história circense brasileira.
Instalado no Largo do Paissandu, região central da capital, o espaço é considerado pioneiro na América Latina por sua atuação exclusiva na pesquisa, conservação e difusão da memória do circo. O acervo reúne milhares de registros históricos, incluindo fotografias, cartazes, documentos, figurinos e materiais que ajudam a contar a trajetória de artistas e companhias que marcaram época no Brasil.
Além de preservar esse patrimônio, o centro promove atividades educativas e culturais, como exposições, oficinas, palestras, pesquisas e ações de formação, aproximando o público da riqueza cultural presente na arte circense.
O reconhecimento oficial também dialoga com os investimentos realizados pela Prefeitura de São Paulo para estimular a produção cultural do segmento. Neste ano, a administração municipal promoveu uma programação especial em comemoração ao Dia do Circo, levando atrações gratuitas a diversos espaços públicos da cidade e ampliando o acesso da população às manifestações circenses.
Outro destaque é o incentivo financeiro destinado ao setor. Por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, a Prefeitura mantém editais específicos para artistas, grupos e instituições ligadas ao circo. Atualmente, um chamamento público disponibiliza R$ 6,84 milhões para projetos voltados à produção artística, circulação de espetáculos, formação profissional, pesquisa, preservação da memória e manutenção de escolas circenses.
Com a nova legislação e o conjunto de políticas públicas voltadas à cultura, a gestão Ricardo Nunes reforça a importância do circo como patrimônio vivo da cidade, garantindo que sua história, seus artistas e sua contribuição para a formação cultural de São Paulo sejam preservados e valorizados para as futuras gerações.


