” Você pode tudo, mas convém ser fiel a si mesma. “

Qual é a imagem da Noiva do Terceiro Milênio, neste mundo globalizado? Sua figura romântica ou pós-moderna; desvairada consumista ou clássica e formal navega nas mídias sociais, desorientada pela bússola da moda. Não há moda. Nesse vale-tudo, afogada em tules e sedas ou vestindo um simples tailleur, a noiva paira radiosa em meio a crise do mundo. Quem se casa nestes conturbados anos, pode afirmar sua vontade e encarnar o sonho de ser uma noiva fin de siècle. O que isto quer dizer? Nada muito definido, pois a cara da modernidade é justamente marcada pela ausência de regras e modelos.

Sob o rótulo de moda noiva, pode-se encontrar de tudo: o modelito casual, minimalista, o fashion, o romântico enjoativo, o prêt-à-porter, o alta costura, o herdado, o emprestado, o alugado. Sem dúvida, nessa liquidação da década haverá algo que lhe agrade.
Mas atenção: faça uma escolha sábia, atemporal. Um visual de raízes clássicas, mas com toques modernos; se quiser mais ousadia, pode optar por um vestido fora dos padrões, mas com algum toque clássico. Por essa composição oscilando entre dois extremos? Para que você não se horrorize quando olhar seu álbum de casamento daqui a cinco anos. Levamos muitos séculos para chegar a esse livre-arbítrio: escolher ser o que somos, mas convém manter sempre um pé lá (onde a primeira noiva resolveu enfeitar-se para o grande dia).
Não esqueça: você pode querer casar-se com um vestido de lycra devorê bem fashion, nada branco, mas atenção: a ousadia deve parar aí, pois o modelo deve seguir um estilo clássico, princesa, por exemplo, para contrabalançar toda a estranheza restante.
Por Ronaldo Esper, o colunista do Jornal Nova Gazeta do Ipiranga

